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domingo, 30 de abril de 2017

Urbana Legion bate 1 milhão de views com clipe e letra "inédita" de Renato Russo

O clipe foi gravado no apartamento do Renato, em Ipanema, que estava fechado havia 20 anos



Os integrantes do Urbana Legion: sucesso na internet e em shows pelo país com homenagem ao Legião Urbaana (Foto: Divulgação)


Tributo a uma das maiores bandas de rock do país, a Legião Urbana, a banda Urbana Legion atingiu mais de 1 milhão de views no YouTube com o videoclipe da música "Apóstolo São João". Lançado recentemente, o clipe foi gravado no apartamento de Renato Russo em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e traz com exclusividade a canção que é uma composição inédita deixada por ele, há mais de 20 anos.







E uma das características da obra do saudoso cantor e compositor permanece nessa música: a atemporalidade de suas composições. "Apesar de ter sido escrita há mais de duas décadas, a letra traduz melancolicamente a realidade do país em que vivemos hoje", diz Egypcio, um dos integrantes da Urbana Legion.








quinta-feira, 20 de abril de 2017

Carro do acervo pessoal de Renato Russo é mantido a céu aberto





O carro está estacionado na rua Nascimento Silva, no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - Quem vai à frente do prédio em que Renato Russo viveu seus últimos anos, no Rio de Janeiro, é surpreendido com uma peça importante do acervo pessoal do cantor. Estacionado em frente ao número 378 da rua Nascimento Silva, a céu aberto, está o veículo GM Ômega/GLS, verde, Placa LBG 3332, que pertencia ao líder da Legião Urbana. Chega a ser estranho ver o carro que era do cantor ali, sem qualquer cuidado especial, exposto às condições do tempo. É como se uma parte da própria história do Renato Russo também estivesse ali, à mercê do sol e da chuva.
Foi na pacata rua de Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, que Renato Russo viveu seus últimos anos de vida, até o seu falecimento, em 11 de outubro de 1996. O local é ponto de encontro de fãs, que vão ali para viver por alguns momentos um pouco da mesma atmosfera do cantor e fazer uma foto em frente à porta estreita do prédio de três andares com fachada de tijolo aparente. A entrada ficou conhecida ao ser estampada na capa do álbum The Stonewall Celebration Concert, de 1994, primeiro disco solo do cantor.
Renato Russo chegou ao partamento 201, do pequeno prédio de três andares, em 1990. No período que ali morou saíram três discos da Legião Urbana gravados em estúdio: V (1991); Descobrimento do Brasil (1993) e A tempestade (1996), além de dois álbuns solos The stonewall celebration concert (1994) e Equilíbrio distante (1995).
 
Museu Renato Russo
No ano passado, um projeto de exposição sobre Renato Russo no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS) foi aprovado pelo Ministério da Cultura (MinC) para captar até R$ 3 milhões pela Lei Rouanet. Uma comissão de análise, que se reuniu em Brasília de 4 a 6 de outubro, reduziu o valor aprovado em relação ao pedido inicial do MIS, que era de R$ 3,8 milhões.
 
No projeto, o MIS diz que a exposição ocorrerá de julho a setembro de 2017. O ingresso para a exposição é de R$ 12, com entrada gratuita às terças-feiras, conforme descrição ao MinC.
A Legião Urbana Produções, responsável por administrar a marca, as obras e o acervo do cantor, foi procurada para comentar, mas não se manifestou.
Fonte: Correio Braziliense 

A imagem pode conter: carro e atividades ao ar livre

terça-feira, 29 de novembro de 2016

'Legião nunca foi tão atual', diz ator de musical sobre Renato Russo no DF


26/11/2016 16h13

'Legião nunca foi tão atual', diz ator de musical sobre Renato Russo no DF

Cantor nasceu no Rio, mas foi criado na capital; morte completou 20 anos.
Monólogo de Bruce Gomlevsky tem sessão única neste sábado, às 21h.

Mateus RodriguesDo G1 DF
Dez anos após a primeira montagem  do espetáculo "Renato Russo - O musical" – e 20 anos após a morte do cantor, em 1996 –, o ator Bruce Gomlevsky traz a peça de volta a Brasília neste sábado, em apresentação única. Ao G1, o artista disse que o texto não sofreu alterações nesse período e que, para ele, o repertório da Legião Urbana "nunca foi tão atual".
[O texto do musical] É relevante, e é cada vez mais atual porque o país não muda. É sempre um novo escândalo, uma nova questão. O Renato escreveu 'Que país é esse?' em 1978. É muito atual, não só pela questão política, mas questão da sexualidade. Ele era contra qualquer tipo de discriminação religiosa, sexual, de cor"
Bruce Gomlevsky, ator
"[O texto do musical] É relevante, e é cada vez mais atual porque o país não muda. É sempre um novo escândalo, uma nova questão. O Renato escreveu 'Que país é esse?' em 1978. É muito atual, não só pela questão política, mas questão da sexualidade. Ele era contra qualquer tipo de discriminação religiosa, sexual, de cor", diz Gomlevsky.
O monólogo musical estreou no Rio em 2006 e foi assistido por mais de 200 mil espectadores em 40 cidades, até 2011, em temporadas fixas e turnês. No ano de estreia, "Renato Russo - o musical" rendeu a Mauro Mendonça Filho o prêmio Shell de melhor direção.
Na época, Gomlevsky passou um mês em Brasília e teve a oportunidade de visitar locais citados nas letras de Renato Russo – a UnB e o Lago Norte da música "Dezesseis" e o Parque da Cidade de "Eduardo e Mônica", por exemplo.
"Sempre fui muito recebido em Brasília e pra gente, fazer a peça aqui tem um sabor especial. Afinal de contas, o Renato cresceu aqui, formou o Aborto Elétrico aqui, a Legião Urbana, tudo começou aqui. As pessoas cantam todas as músicas, participam, conhecem a vida dele", diz.
Homenagens
A relação do ator com o DF começou antes do espetáculo. Em 1999, Gomlevsky ganhou o prêmio de melhor ator de curta-metragem em 35mm do Festival de Cinema de Brasília, pelo curta "Cão-guia". Dessa vez, mesmo sem patrocínio ou verba de governo, o protagonista do musical e a produtora Bianca de Felippes decidiram retomar a peça e voltar a Brasília "por conta própria".
"    m muita gente, mas às vezes o monólogo é uma opção para não ser refém de patrocínio, de edital. Estamos voltando sem patrocínio nenhum. Tentamos captar esse ano, é um ano de eleição, de Olimpíada, mas pensamos em colocar essa aventura em cartaz. Estamos acreditando na força do público, na venda dos ingressos", afirma o ator.
O texto de Daniela Pereira de Carvalho inclui 22 canções do Aborto Elétrico e da Legião, cantadas por Gomlevsky e tocadas ao vivo no palco pela banda Arte Profana – a mesma da temporada original.
O roteiro começa na juventude punk de Renato Russo, nas ruas de Brasília, e vai até o sucesso nacional da Legião. Entre as cenas retratadas, está a confusão protagonizada pela banda em um show de 1988 no estádio Mané Garrincha – ao lado do centro de convenções que recebe o espetáculo neste sábado.
Vinte anos sem Renato
Em outubro, no mês em que a morte de Renato Russo completou 20 anos, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá voltaram a Brasília para um show da turnê "XXX" da Legião Urbana, em homenagem ao parceiro de música. O espetáculo celebrou os 30 anos do primeiro LP da banda.

Renato Russo em show da Legião Urbana em 1994 (Foto: Milton Michida/Agência Estado)
"Estamos festejando a história de nossas vidas. É interessante como essas elipses do tempo acontecem, a gente tem esse reencontro, a história toda. É tudo muito intenso. Estaremos ali homenageando o Renato, o Renato Rocha também, com um grande público, na cidade que é um certo emblema em as nossas vidas", afirmou Dado ao G1, dias antes do show.
Em 2013, o Estádio Nacional Mané Garrincha recebeu um evento de homenagem ao cantor. O show "Renato Russo Sinfônico" reuniu artistas da MPB e a Orquestra Sinfônica de Brasília para cantar sucessos da Legião. A surpresa ficou por conta de uma "participação especial" de Renato, em holograma.
Renato Russo - o musical
Data: sábado (26), às 21h
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental)
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 12 anos
Informações: 3554-4005

Fonte: http://g1.globo.com/


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Renato Russo The Stonewall Celebration Concert_Download

The Stonewall Celebration Concert é o primeiro disco solo de Renato Russo, gravado entre fevereiro e março de 1994.
Interpretado totalmente em inglês, foi uma homenagem aos vinte cinco anos da Rebelião de Stonewall em Nova Iorque.Parte dos royalties foi doada a campanha Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida.
Seu encarte traz informações de vinte e nove entidades sociais, entre as quais, ISER, Greenpeace, Sociedade Viva Cazuza e ABIA.
Foi um dos primeiros álbuns totalmente gravados em computador no mercado brasileiro.


Faixas
1. "Send in the Clowns", de Stephen Sondheim
2. "Clothes of Sand", de Nick Drake
3. "Cathedral Song", de Tanita Tikaram
4. "Love Is", de Kate, Anna e Jane McGarrigle
5. "Cherish", de Madonna Ciccone e Patrick Leonard
6. "Miss Celie´s Blues", de Quincy Jones, Rod Temperton e Lionel Richie
7. "The Ballad Of The Sad Young Men", de Tommy Wolf e Fran Landesman
8. "If I Loved You", de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II
9. "And So It Goes", de Billy Joel
10. "I Get Along Without You Very Well", Hoagy Carmichael
11. "Somewhere In My Broken Heart", Billy Dean e Richard Leigh
12. "If You See Him, Say Hello", de Bob Dylan
13. "If Tomorrow Never Comes", de Kent Blazy e Garth Brooks
14. "The Heart Of The Matter", de Mike Campbell, Don Henley e J.D.Souther
15. "Old Friend", de Nancy Ford e Gretchen Cryer
16. "Say It Isn´t So", de Irving Berlin
17. "Let's Face The Music & Dance", Irving Berlin
18. "Somewhere", de Leonard Bernstein
19. "Paper of Pins", Música folclórica norte-americana
20. "When You Wish Upon A Star", de Ned Washington e Leigh Harline
21. "Close The Door Lightly When You Go", de Eric Andersen

 


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[Esconder]
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domingo, 6 de novembro de 2016

Encontro - Renato Russo e Adriana Calcanhoto


Renato Russo é sim um trovador. Uma das melhores (talvez a melhor) voz do nosso Rock 80 Brasil, Renato arrebentava cantando não somente suas músicas como também as de outros artistas. Neste encontro no programa Por Acaso, em 1994, Renato Russo cantou "Esquadros" de Adriana Calcanhoto, com quem dividiu o microfone. "Esquadros" é um dos maiores sucessos de Adriana Calcanhoto. A música foi gravada em 1992 e integra o álbum "Senhas" o segundo de Adriana. 

                                                              Vídeo No Youtube. 



segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Uma obra atual até no próximo milênio



Foi no dia 11 de outubro de 1996, lembra o Uol, que o rock brasileiro perdia um de seus maiores expoentes. Renato Russo liderou a Legião Urbana e a transformou numa banda de 25 milhões de discos. Foi autor de canções que, 20 anos depois, ainda estão na ponta da língua de sua legião de seguidores.

O trabalho jornalístico produzido pelo Uol é um dos mais completos sobre Renato Russo, onde o leitor-fã encontrará uma homenagem em forma de obituário, fotos e infográficos que mostram o que mudou no Brasil desde o lançamento de ‘Perfeição’.
Eduardos e Mônicas da vida real também enviaram seus relatos para compor esta página, que conta ainda com depoimento de Paulo Ricardo, quiz, crítica e vídeo e, claro, música.
Em 11 de outubro de 1996, o rock brasileiro perdia um de seus maiores expoentes. Renato Russo liderou a Legião Urbana e a transformou numa banda de 25 milhões de discos. Foi autor de canções que, 20 anos depois, ainda estão na ponta da língua de sua legião de seguidores.
Neste especial o leitor encontra uma homenagem em forma de obituário, fotos e infográficos que mostram o que mudou no Brasil desde o lançamento de ‘Perfeição’. Eduardos e Mônicas da vida real também enviaram seus relatos a, que conta ainda com depoimento de Paulo Ricardo, quiz, crítica e vídeo e, claro, música.
“Ele afirmava ser ‘impaciente e indeciso’, declarava sua indignação com a sujeira das favelas e do Senado, clamava pelo amor ‘como se não houvesse amanhã’, posta a edição especial do Uol, anunciando a morte do maior ídolo do rock brasileiro, em matéria assinada por Fernanda Pereira Neves.
Leia a reprodução do texto
Renato Manfredini Júnior, mais conhecido como o cantor e compositor Renato Russo, líder da banda Legião Urbana, morreu hoje, 11 de outubro de 1996, no Rio.
O poeta de uma geração, que ele chamou certa vez de “geração Coca-Cola”, tinha 36 anos. Estava magro, depressivo, recluso e morreu à 1h15 da madrugada, ao lado do pai, em seu apartamento em Ipanema.
Renato Russo tinha o vírus HIV há seis anos e estava com anorexia grave, segundo seu médico, Saul Bteshe.
“Ele morreu por causa de complicações da doença”, afirmou o médico à Folha. A mãe do artista, Carminha Manfredini, disse que “ele quis chegar ao fim. Não se suicidou, mas simplesmente não lutou”.
A cerimônia de cremação, acontecerá na manhã de hoje no cemitério São Francisco Xavier, no Caju (região portuária do Rio).
Comenta-se que Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, companheiros dele na Legião Urbana, irão anunciar o fim da banda nos próximos dias.
Nascido na capital fluminense, Renato passou a maior parte da infância na Ilha do Governador (zona norte) com os pais e a irmã mais nova.
Era agitado, bem-humorado, nada tímido. Tirava notas boas na escola –desde matemática até história, lembra um colega–, ouvia de música clássica a Beatles dos pais e fazia imitações na frente da TV para divertir a irmã.
Mas foi em Brasília, na adolescência, que teve a relação com a música estreitada. Talvez por culpa de uma doença no ossos. Aos 14 anos, passou por uma cirurgia na perna e deu uma pausa na escola. Sem poder levantar, fez uma nova amiga: a vitrola ao lado da cama.
Foi um ano, talvez um ano e meio, ouvindo, tocando, escrevendo – inclusive um livro.
Ao se recuperar, transformou a música em uma forma de fazer amigos. “A gente trocava ideia pelos LPs. Descobrimos o movimento punk como uma forma de se manifestar num período de ditadura”, relata Bonfá, que aponta Renato como um “irmão mais velho”.
Os protestos, ideias e frustrações eram colocados no papel por Renato. Às vezes, eram rabiscos que demoravam para ganhar um fim. Chegavam a levar anos.
Outras vezes, suas letras eram trabalhadas pelos colegas como num jogral. “A gente fazia estilo banda de garagem, cada um falando o que vinha na cabeça”, diz Bonfá.
No fim, as canções eram apresentadas em shows do Abordo Elétrico e, depois, do Legião Urbana. Foi assim que Eduardo e Mônica se encontraram, que João de Santo Cristo se aventurou e morreu na capital federal e que uma geração se declarou filha da revolução.
A primeira banda durou menos de três anos, sem disco gravado. Já a Legião Urbana passou 14 anos em atividade, lançou oito discos de estúdio, vendeu cerca de 25 milhões de cópias e não há nenhum sinal de que esteja perdendo popularidade.
Contrariando o título (“Ainda É Cedo”) de um de seus primeiros sucessos, não é cedo para afirmar: a obra de Renato Russo ainda será atual no próximo milênio.
Fonte: http://www.notibras.com/

Eu Vou Falar de Mim!

“Eu vou falar de mim. Eu tenho mais ou menos 30 anos. Eu sou do signo de Áries. Eu nasci no Rio de Janeiro. Eu gosto da Billie Holiday e dos Rolling Stones. Eu gosto de beber pra caramba de vez em quando. Também gosto de milk-shake. Eu gosto de meninas, mas eu também gosto de meninos. Todo mundo diz que eu sou meio louco. Eu sou um cantor numa banda de rock n’ roll. Eu sou letrista e algumas pessoas dizem que eu sou poeta".






Idealizadora: Juliana Séspere

terça-feira, 12 de julho de 2016

“URBANA LEGIO OMNIA VINCIT...”

“Legião Urbana a tudo vence”. Este era o lema de uma das melhores bandas da história da música brasileira.
A frase que está presente em todos os discos da Legião Urbana (com exceção do ultimo CD da carreira, “A Tempestade”) é uma adaptação da frase do ditador romano Julio César, “Romana Legio Omnia Vincit”, que significa: “Legionários Romanos a tudo vencem”.

A banda Legião Urbana, um verdadeiro MITO da história da música nacional, era comandada pelo maior poeta do rock brasileiro, a messiânica e imortal criatura, Renato Russo.
Renato Manfredini Júnior, além de grande músico, foi um dos melhores letristas que o Brasil já teve. Suas magníficas letras iam de críticas políticas e sociais até as mais românticas, profundas e delicadas composições já feitas.
Amor, morte, dor, sofrimento, política e sociedade eram alguns dos assuntos colocados em questão nas letras de Renato Russo.
Ao analisar suas composições, descobre-se que cada detalhe é perfeito e significativo, nada está ali por acaso e tudo nasce de questões filosóficas, literárias ou até bíblicas, aliás, muitas de suas canções intertextualizam, por meio de paráfrases, paródias e citações, outros diversos MITOS da história.
Em sua música “Monte Castelo”, com citações do soneto número 11 de Luis Vaz de Camões (“Amor é fogo que arde sem se ver”) e do capítulo 13 de Coríntios (livro da bíblia), ele homenageia os “heróis” brasileiros mortos e feridos na batalha de Monte Castelo (no norte da Itália), que ocorreu no final da segunda guerra mundial e teve participação da Força Expedicionária Brasileira.
Tudo em suas canções não são do jeito que parecem ser e tem significados que não são compreendidos se a música for levada ao pé da letra. Para ouvir “Legião” é preciso ter uma sensibilidade muito grande, é preciso estar preparado.
Em sua composição Índios, além de demonstrar sua insegurança e desespero em relação ao futuro de nosso país, coloca em sutis palavras sua tentativa de suicídio ao cortar os pulsos, dias antes de compor a música: “Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda...”. Como ele mesmo definiu a própria canção: “Essa música não fala de Índios. Ela fala de “Índios”.
Outra canção de grande impacto da banda que vale a pena ser citada é: “Metal contra as nuvens”, que além de se referir curiosamente à santa inquisição como “O Sopro do Dragão”, faz analogias com fatos medievais que são vivenciados por ele mesmo nos dias de hoje, como ter suas músicas presas pelos direitos autorais no mandato do presidente Collor.
Entre tantas outras canções sensacionais; “Pais e Filhos”, que aborda, de forma impressionante, as diversas relações e conflitos que pode haver em uma família; a música “Faroeste Caboclo”, que contém 159 versos, nos quais nenhum se repete; a sensibilíssima “Vento no Litoral”, que trata da perda de um grande amor do cantor; a instigante “Há Tempos”, que é extremamente plurissignificativa, cada um a entende de um jeito, mas, o próprio cantor, em uma entrevista, diz estar se referindo o tempo todo à Ditadura Militar (1964 – 1984); a sensacional “Tempo Perdido”; a preferida de Renato Russo, “Giz”; Eduardo e Monica; e muitas outras que marcaram época, devem ser lembradas.
Questões curiosas como estas, são encontradas em praticamente todas as letras do eterno compositor, portanto, precisaríamos de um grande livro e não uma simples matéria para abordar todas elas.
A banda Legião Urbana é eterna e o Renato Russo... É um MITO.

“Nós estamos aqui no palco... mas a verdadeira Legião Urbana... são vocês!”
(Renato Russo)

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